segunda-feira, 4 de março de 2013

DICAS

Saiba como evitar danos aos seus eletrônicos durante temporada de raios

Por Rafael Romer RSS 03.03.2013 13h35
Raios na cidade
Junto com as chuvas de verão, a estação mais quente do ano sempre traz uma temporada intensa de raios que preocupa qualquer usuário de computadores desktop, televisores, consoles de videogame e outros dispositivos eletrônicos que ficam conectados à rede elétrica.
De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil é o país mais atingido por raios no mundo, com uma média de 50 milhões de raios por ano - 70% deles no verão. Os principais motivos são a localização do País, que fica em uma região tropical do planeta, e a combinação de altas temperaturas e umidade, que favorecem a formação das descargas elétricas. A incidência de raios também costuma ser ainda maior em áreas urbanas, o que exige cuidados extras por parte de quem mora em cidade.
É recomendado que os usuários tomem medidas para evitar que os raios atinjam dispositivos eletrônicos, que podem ser facilmente danificados com as descargas de em média 300 kWh - o equivalente ao consumo mensal de energia de uma casa pequena. “As oscilações na rede elétrica aumentam consideravelmente com os raios, o que pode provocar quedas bruscas de energia e acabar danificando os aparelhos. Dependendo do equipamento, o usuário pode até perder dados”, explica Adriana Nobre, diretora de pesquisa e desenvolvimento da unidade de negócios TI da Schneider Electric.
Entre as opções mais conhecidas para usuários domésticos e empresariais, estão dispositivos como estabilizadores, módulos isoladores e no-breaks, cada um com suas indicações e vantagens.
Para usuários domésticos, os estabilizadores são os que oferecem o melhor custo-benefício. Ele faz uma espécie de intermediação entre a rede elétrica e o seu aparelho, estabilizando a tensão antes de passar o tranco de uma oscilação causada por um raio próximo a sua casa. O equipamento também tem a vantagem de fazer correções na tensão elétrica independentemente de oscilações na rede, e pode ser útil em situações como dispositivos trazidos de regiões do Sul e Sudeste de Brasil (geralmente alimentados por 110 V) que são ligados em redes no Nordeste, onde o padrão 220 V é mais comum. Os estabilizadores podem ser indicados até para eletrodomésticos, como geladeiras, que ficam ligados na rede o tempo todo. “Mas existem estabilizadores especialmente para esse tipo de aparelho, que são diferentes dos de computadores, por exemplo”, afirma Adriana.
Já os módulos isoladores são responsáveis por uma correção na rede elétrica no caso da ausência de aterramento. O aterramento é o conector da tomada que possui valor 0, ou seja, não se altera independentemente da descarga na rede. Desta forma, ele é o responsável por descarregar qualquer carga eletrostática acumulada neles para a terra. “O problema é que nós não temos bons aterramentos no Brasil”, explica Adriana. “Ele nunca vai substituir um aterramento, mas caso você tenha dúvida sobre se sua casa tem ou não, o módulo isolador pode ser uma alternativa”, complementa.
Já o No-Break seria a opção mais completa, tanto para usuários domésticos quando para empresas, para proteger a rede elétrica. Além de agir como um estabilizador, reduzindo o impacto de uma oscilação forte de energia na rede, o aparelho possui uma bateria interna que te dá autonomia de trabalho por cerca de 5 a 10 minutos, dependendo do modelo. “É o suficiente para você salvar seus documentos e desligar seu aparelho sem causar danos”, diz Adriana.
Mas mesmo com esse tipo de equipamento, sempre fique ligado! O ideal é que se desligue tudo em casa assim que começar a chuva com raios. "Não existe nada que controle um raio, mesmo à distância ele pode causar um choque", explica Adriana. Uma dica bacana para saber quão longe os raios estão da sua casa é contar o tempo entre o relâmpago, ou seja, o clarão emitido pela descarga elétrica, e o trovão, o som. Como a luz é mais rápida que o som, quanto menor o intervalo entre os dois, mais perto de você o raio está. Segundo o ELAT, para obter a distância aproximada em quilômetros, basta contar o tempo em segundos entre o momento que se vê o raio e se escuta o trovão e dividir por três.

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Comportamento

Comportamento: pesquisa mostra que Facebook não empolga mais os adolescentes

Por Redação em 04.03.2013 12h45
Jovem Facebook
As redes sociais são o reduto preferido de adolescentes e jovens, mas a chegada de novas ferramentas e outros serviços de interação com seus amigos tem feito com que esse grupo de pessoas se afaste do Facebook. Os jovens na faixa entre 20 e 25 anos nos Estados Unidos afirmam que a rede social criada por Mark Zuckerberg não os empolga mais. A notícia saiu no Business Insider.
Recentemente, Adam Ludwin criou um aplicativo de álbum de fotos chamado Albumatic e antes do seu lançamento oficial, realizou uma pesquisa com jovens sobre o que eles tinham achado da aplicação. O empreendedor se surpreendeu quando a maioria afirmou que não gostava do fato do aplicativo estar muito integrado com o Facebook. "Eles me deram uma resposta típica de adolescente: 'nós estamos entediados com o Facebook'", ressaltou Ludwin.
Os adolescentes estão voltando suas atenções para aplicativos como Instagram - que, aliás, também é de propriedade do Facebook -, e o SnapChat, já que são aplicativos móveis e também estão diretamente ligados à nova tendência do compartilhamento de fotos extensivo nas redes sociais. No entanto, esta não é uma realidade identificada apenas por terceiros, mas também pelo próprio Facebook.
"Acreditamos que alguns de nossos usuários, especialmente nossos usuários mais jovens, estão conscientes e muito engajados com outros produtos e serviços semelhantes ao Facebook. Por exemplo, acreditamos que alguns de nossos usuários têm diminuído seu envolvimento com o Facebook em favor de outros produtos e serviços como o Instagram. Neste caso, podemos vir a experimentar um declínio no engajamento de nossos usuários e nossos negócios podem ser prejudicados", afirmou a empresa em seu relatório anual.
Muitos especialistas acreditam que o senso de privacidade tem sido um dos principais agravantes para a redução da popularidade do Facebook entre os jovens, já que as pessoas não querem mais compartilhar suas fotos com todos e sim com um seleto grupo de amigos. Em contrapartida, a redução na popularidade da rede social não indica que os jovens estejam excluindo seus perfis, mas os acessando com menos frequência.

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