quarta-feira, 24 de outubro de 2012

POETA DA SOLIDÃO


CULT – Mario Quintana: cronista ou poeta?
Ítalo Moriconi – Quintana foi essencialmente poeta. Mesmo nas crônicas, onde às vezes desenvolvia juízos sobre literatura, arte e vida, mantinha sua personalidade de poeta.
Qual seu poema mais importante?Impossível determinar. Quintana nunca escreveu uma obra que fôssemos obrigados a identificar como magna ou prima. Ela é composta de poemas de no máximo uma página e de miniprosas. É o universo formado por essa constelação de fragmentos iluminados que nos pega como leitores.
Acredita que ele tem o reconhecimento que merece?Sim. Falta-lhe ser mais bem conhecido pelo público mais jovem, mas minha geração amou e ainda ama Quintana – a geração que se formou nos anos 1960 e 70.
Qual característica de sua escrita mais o atrai?O lirismo e o registro sentimental de uma solidão hipersensível, paradoxalmente povoada de amigos, 
crianças, amadas, gente comum

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